28 de agosto de 2014

Sylvia, você é uma Designer?



É muito comum as pessoas me chamarem de designer de joias...mas na verdade eu não sou !

Designer é a pessoa que cria e desenha uma peça...e após esta criação enviará o seu desenho técnico ou projeto para um ourives ou joalheiro dar vida à sua peça.

Eu uno estas duas atividades !
Desenho e executo as minhas peças num Atelier...é o que se chama de Autora de Joias !



O autor de joias sonha , desenha e cria peças exclusivas e únicas , peças que geralmente não serão reproduzidas em escala.



Este conceito de joias de autor significa que as joias são feitas à mão, na bancada , UMA joia para UMA pessoa de carne e osso. Na maior parte das vezes existe uma aura que une quem produz , a joia e quem consome. E esta sintonia fina entre peça e consumidor deve ser mágica.....Tudo isso tendo a ver com consumo local, consciente e sustentável.


Também tem a ver com o conceito de distinção, há pessoas que simplesmente não querem ter uma peça igual a outra pessoa.
Outras querem uma peça empapuçada de história e significado, da sua história e da história de sua família...e reciclam, aproveitam e simbolizam.

Dizem que a joia é o único luxo que não vira lixo !




Segundo a pesquisadora de tendência de joias Regina Machado, o conceito de Atelier nunca esteve tão em alta ! Estamos vivendo um olhar voltado ao universo da arte, consumidores que viraram curadores onde existe uma relação de prazer estético com as peças. Veja a entrevista  aqui




Por esta razão , todas as minhas peças são assinadas fazendo com que cada joia seja única e rara no sentido de ter um desenho original e poderoso, diferente de tudo que já foi feito antes. A raridade é uma das últimas fronteiras do universo do luxo...para mim significa  captar o olhar e ter a vontade de tocar naquela peça.


Segundo Pierre Hardy, autor de joias da Hermès " a joia equivale a uma escultura portátil e tem o objetivo de embelezar o corpo. A relação da mulher com uma joia é intima, parecida com a que tem com sapatos do ponto de vista da fantasia. A diferença é que com as joias o amor é infinito. Sapatos são casos fugazes...O luxo precisa de descrição e substância. "